segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
DIZEM SER LOUCURA
E ATACAM CRUELMENTE,
QUEREM TIRAR O SANGUE
DESSE POVO QUE SOFRE;
INVENTAM LEIS, ESTRATÉGIA POLÍTICA,
SUPOSTA AJUDA DO RETORNO ACRESCIDO,
QUE SÓ FUNCIONAM HUMANITARIAMENTE
NA TEORIA DOS COMPÊNDIOS FECHADOS;
O SUOR DO POBRE QUE TRABALHA,
O CHORO DA CRIANÇA FAMINTA,
O LAMENTO DA MÃE QUE VAI DAR UMA VIDA
MAS NÃO SABE ONDE;
NADA DISSO LHES ANIMA
A SER HUMANO SIMPLESMENTE,
A DUREZA QUE MORA EM SEUS CORAÇÕES
SERÁ QUE NUNCA QUEDARÁ POR TERRA?
ATÉ AGORA
ARMA DO POBRE TEM SIDO HUMILDADE,
E HUMILDE VAI SOFRENDO,
O MAL DUMA SOCIEDADE INÁPTA E DECADENTE;
DE TANTO SOFRER, REZAR E CHORAR
AS LÁGRIMAS SECARAM,
E DE TANTO ESPERAR
A PACIÊNCIA ESGOTOU-SE,
O LAMENTO CESSOU
PERDEU O POVO AMOR A VIDA,
E VAMOS ENFRENTAR A PEITO NÚ
UM FUZÍL OU UMA IDEOLOGIA JÁ PUTREFADA;
O POVO ENCONTRA-SE EM DESESPERO,
ESTÁ FARTO DE ASSIM VIVER,
A VIVER ASSIM !
QUE VENHA A MORTE NUM CENÁRIO DE BATALHA
POIS SE MORRER,
FOI EM DEFESA DUM IDEAL HUMANO,
IDEAL QUE DÁ FORÇAS PARA RESISTIR
AS TENTAÇÕES DE UM IMPERIALISMO BURGUÊS;
A AURORA DESPONTA NO HORIZONTE,
O MUNDO ACORDA, FINALMENTE,
SE APROXIMA A DECISÃO,
O CORAÇÃO BATE RÁPIDO
ANUNCIANDO A HORA QUE CHEGOU;
DESPERTEM TODOS,
A LUTA AÍ ESTÁ
GRITEMOS A UMA SÓ VOZ
O TOQUE DE REUNIR,
PARA UNIR-NOS TODOS
E NOS TORNAR INDESTRUTÍVEIS,
PARA PROVAR QUE
O GIGANTE ESTAVA APENAS ADORMECIDO.
domingo, 8 de janeiro de 2012
essa era a sua preferida... (tinha que ser chocante, claro)
Verme putrefácio, maquiavélico
Frustrada criação
incomensuravelmente deformada.
Mente
plascenta cerebral
depauperada e inócua.
O movimento niilistico em tuas ações
arrasta a lama do teu pasto.
A divina e inocente
singeleza da compaixão.
Não!!! não faça isso
não leve seu plano diabólico a culminação.
Estanque-o, iconoclasta
ainda em tempo de salvar-te
mesmo, que não saibas porque.
Esta criatura abstrata com a qual lutas
é o devaneio sublime
utópico da humanidade.
Se não deres trégua a esta súplica,
que a maldição da mãe natureza
faça cair sobre seu corpo,
matéria desagregada
cascatas incandescentes de larvas
que o fará
quedar inerte, moribundo
no leito fétido e lamacento
da meretriz que o concebeu.
Frustrada criação
incomensuravelmente deformada.
Mente
plascenta cerebral
depauperada e inócua.
O movimento niilistico em tuas ações
arrasta a lama do teu pasto.
A divina e inocente
singeleza da compaixão.
Não!!! não faça isso
não leve seu plano diabólico a culminação.
Estanque-o, iconoclasta
ainda em tempo de salvar-te
mesmo, que não saibas porque.
Esta criatura abstrata com a qual lutas
é o devaneio sublime
utópico da humanidade.
Se não deres trégua a esta súplica,
que a maldição da mãe natureza
faça cair sobre seu corpo,
matéria desagregada
cascatas incandescentes de larvas
que o fará
quedar inerte, moribundo
no leito fétido e lamacento
da meretriz que o concebeu.
Solidão
Solidão, por que não te apartas de mim?
Aprisionaste minh´alma
na tua prisão nefasta e corrompedora.
Privaste-me do convívio humano
forças-te-me a aceitar-te como companheira.
Procuro, em vão separar-me de ti,
entregar-me ao sublime ato de amar;
mas tua vigilância é severa e não dá tréguas.
Forças-me a viver separado do mundo,
dos prazeres da alegria e do amor,
todos esses meus desejos são por ti condenados.
As vezes penso estar liberto
deste teu jugo abominável,
mas puro desengano.
Até nos sonhos, o vilão que és tu,
aparece e põe por terra
todo aquele momento de prazer
que divagando mentalmente encontrei.
Sinto sede.
Sede de beijos.
Minha boca outrora umidecida
pelos lábios que beijei
hoje encontra-se seca,
pois de companhia só tenho a tua
que beijar não sabe.
Lágrimas?!
A longo, a muito tempo, já vai longe
a última lágrima que por minha face escorreu,
nada mais sinto que provoque este estado d´alma.
Causador único, tua presença.
Agora choro interiormente
pois as lágrimas não me correm mais na face,
e sim, no leito do meu coração.
Solidão! Deixe-me.
Tenha piedade de mim...
liberte minh´alma dessa torturosa união.
Preciso ultrapassar as barreiras do amor
que enobrece e desvanece o coração,
sentido único na vida
de todo ser que ama.
Solidão.
Encontro-me em desespero.
E do fundo de minh´alma
lanço este apelo:
deixe-me Solidão !
Se não me concederes o que peço,
terás, não uma vida sã,
mas uma vida alienada
que de nada servirá
a não ser para amaldiçoar-te eternamente.
Se quizeres persistir no teu intento,
aqui fica minha pergunta:
Solidão! onde está tua vitória?
Pois a mesma é fundida com alegria
E alegria parece ser tua inimiga!...
Que espécie de vitória celebras?
Ah!... entendi!
A alegria que acompanha tua vitória
também é uma alegria forçada,
é a minha que roubaste.
Solidão!
O cativeiro espiritual em que me deixaste
foi fatal para ti.
Pois na quietude solitária de espírito
notei que não roubaste de mim o dom de raciocinar,
capacidade suprema de todo ser humano.
Cheguei a conclusão de que não existes,
és apenas uma criação minha,
motivada pela minha descrença em Deus.
Pois o amor que a Ele deveria dedicar,
não foi dedicado, ficou um vazio,
que foi preenchido
com a criação inconsciente de ti.
Nunca acreditei na existência de Deus,
pois nunca senti sua necessidade!
Senti-a agora.
E vi que para vencer-te, Solidão,
só com amor em alto grau,
consegui-o, unindo-me a Deus.
Agora Solidão,
tire de sobre mim esse manto maligno,
não mais terás moradia em minh`alma
estou livre como um passarinho
em união ao seu bando
em busca de aventuras.
GRAÇAS A DEUS
Carlos Henrique Barros
fotografia : Rogerio Barros
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